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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

ano novo


O ano começou de novo e, junto dele, uma vastidão de possibilidades e uma imensidão de força de vontade, ansiedade, frio na barriga e promessas de academia. Para os supersticiosos afirmo que hoje o dia está ensolarado, mas fresco, o que representa um bom agouro para o ano-útil que se inicia hoje.
Dito isso, começamos a nos preparar. De crucial importância é comprar sua agenda 2016. Fiquei travado até às 9 horas da manhã, quando abriu a Lojas Americanas e eu pude comprar uma, gastando o mesmo que gastaria em um bom livro de Machado de Assis. Fiz a comparação, mas aceitei que ambos cumprem sua função comigo. Comprei a agenda e o ano finalmente começou.
De cara, peguei uns 3 pares de tênis e chinelos e levei para o armário do banheiro: preciso liberar espaço no quarto. Com menos chulé, sentei na tão conhecida cadeira de 2015, com o mesmo laptop, a mesma garrafa de água, os mesmos livros. Mas um Victor diferente.
Qualquer homem racional conseguiria argumentar que nada mudou, mas eu sinto a diferença. Eu sinto um ano a mais. Eu percebo a importância desse ano, diferente do longínquo ano passado. Racionalize o quanto puder, mas eu sou parte emocional, e essa parte está mudada. Aceite e seja feliz.
Renovado, re-energizado, noivo e com o joelho ralado, começo. Começo refletindo o que deveria ser o básico: dentre as pouquíssimas coisas que você deveria se preocupar na vida, se preocupe com quem você é, o que está fazendo pelo mundo e como melhorar tudo isso. O resto, deixe de lado.


Deixe as aflições, os sapatos antigos, os medos, a ressaca. O botão da minha bermuda favorita estourou. Quem sabe também deixar o farrapo de lado. Tem muito a acontecer ainda neste ano. Que seja o melhor das nossas vidas até então. Amém.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

2015: pro bem e pro mal

            Recentemente, li um post no Facebook que dizia que este ano de 2015 estava como as propagandas da Polishop: “E não é só isso! E ainda tem mais isso! E se fechar agora, tem mais aquilo!”. Faltando pouco mais de duas semanas para acabar o ano, começo a ficar preocupado.
            Já rotulei este ano como “intenso”. Em todos os sentidos: pro bem e pro mal. Todos os astrólogos, numerólogos, visionários, adivinhos, todos já definiram: um ano de acontecimentos. Faleceu gente, nasceu gente. Empresas foram fechadas, empresas foram abertas. Pessoas demitidas, pessoas empreendedoras. Perderam dinheiro, ganharam dinheiro. Escolas fecharam, escolas foram ocupadas. Na política, nem se fale. Pouquíssimas coisas se mantiveram em seu lugar; quase tudo mudou.
            E o medo é que ainda temos 16 dias para o final do ano. E quando alguém comenta “Ufa, esse ano acabou”, eu logo alerto: CUIDADO! Muita coisa pode acontecer nesse período ainda. Não esqueçam que ainda temos os eventos de Natal e Ano Novo. Fico assustado com as mil e uma possibilidades. Pro bem e pro mal.
            Penso se não é caso de se exilar do mundo até o Reveillon. De repente, a gente postergar todas as porradas que ainda estão por vir. Mas fico receoso: pro bem e pro mal. Vai que aparece alguma coisa boa e estou em um contêiner anti-bomba nuclear?
            Reflito e concluo: as porradas vão vir de qualquer forma. As energias cósmicas decidiram fundamentadas com a mesma teoria do band-aid: vai de uma vez só que dói menos. As transformações de 2015, se pulverizadas para parecerem “normais” nas nossas vidas, demorariam pelo menos uns 15 anos, num marasmo de coisas boas e ruins.

            Então, vieram com tudo. O que posso esperar é que o ano que vem seja mais pacífico. Seja menos turbulento, menos “completamente retardado” que 2015. Nostradamus disse: “2015 vai ser f&#@, mas vai passar”. Pro bem e pro mal.